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Humberto de Campo retrata no livro "Brasil Coração do Mundo Pátria do Evangelho" uma assembléia no mundo espiritual e, no momento quando a caravana se deslocou para o hemisfério sul, no século XIV, Jesus exclamou à Helil, espírito responsável pelos problemas sociológicos da Terra, nestes termos: "Para esta terra maravilhosa e bendita será transplantada a árvore do meu Evangelho de piedade e amor. No seu solo dadivoso e fertilíssimo, todos os povos da Terra aprenderão a lei da Fraternidade Universal. Sob estes céus serão entoadas as hosanas mais ternas à misericórdia do Pai Celestial. Aproveitaremos o elemento simples da bondade, o coração fraternal dos habitantes destas terras novas, e mais tarde, ordenarei a reencarnação de muitos espíritos já purificados no sentimento da humildade e da mansidão, entre as raças oprimidas e sofredoras das regiões africanas para formarmos o pedestal da solidariedade do povo fraterno que aqui florescerá no futuro, a fim de exaltar o meu evangelho, nos séculos gloriosos do porvir".
Jesus, para transplantar para a pátria do cruzeiro, o seu evangelho de amor, naturalmente planejou, no seu devido tempo, espalhar a mensagem do consolador prometido, que nada mais é que as vozes e ensinos dos espíritos a partir do trabalho incansável de Allan Kardec no país das idéias libertárias - a França.
Neste mesmo período da codificação da Doutrina dos Espíritos, como aduziu o espírito Scheilla, em 1960, em mensagem psicografada por Rafael Américo Ranieri, "reuniram-se Espíritos amigos, cheios de fé e abnegação, numa tarde maravilhosa, a fim de traçarem o roteiro de futuras lutas missionárias na superfície da terra. Uniram pensamentos e corações implorando a Jesus lhes concedesse a oportunidade do trabalho efetivo em favor de numerosas entidades que pretendiam retornar à carne, libertas dos laços da família tradicional, de maneira a iniciarem no mundo novo sistema de viver para poderem servir sem os aguilhões dos laços consangüíneos. O Divino Senhor da Vinha enviou-lhes amorosamente o seu apoio e então, companheiros especializados e categorizados expuseram os planos superiores da CIDADE DA FRATERNIDADE, futura organização de Paz Cristã a ser edificada no Brasil".
Transplantando o Evangelho do Cristo para as terras de Vera Cruz, seria crível o renascimento da Casa do Caminho nestas mesmas paragens, sob uma outra feição e à luz dos esclarecimentos do Consolador Prometido?
Esta tese constituindo um absurdo, daria à mensagem a qualificação de fraudulenta ou produto de imaginação humana, não persistindo, pois, sua edificação no tempo.
A Cidade da Fraternidade não seria uma comunidade cristã como qualquer outra que se absorveria num processo seletivo e natural nos erros e contradições dos aglomerados urbanos?
É possível, na Cidade da Fraternidade, como afirmou o espírito Scheilla na mesma mensagem: "encontrar ali os pequeninos sem teto, o amor verdadeiro e a liberdade cristã-espírita, capazes de lhes dar a orientação segura, a formação moral adequada a prepará-los para as experiências espinhosas dos deveres e provas com Jesus?
Estará a Cidade da Fraternidade à conta de utopia ou representa uma forma de isolamento ou reclusão semi-inconsciente de criaturas desajustadas da sociedade convencional?
Estas questões levantadas não são tão relevantes, dado que existe ascendente espiritual para a Cidade da Fraternidade. Ela prosseguirá realizando a missão a que foi predestinada.
Muitos fraternistas entregaram-se ao desânimo, frustrados nas suas expectativas relativamente à Cidade da Fraternidade. Seria bom eles refletirem nas afirmações de Scheilla pela mediunidade de Divaldo Pereira Franco - CIDADE DA FRATERNIDADE - 1970: "Não esperemos resultados a que ainda não fizemos jus. Os nossos objetivos a colimar, estão muito além de nossa visão próxima, no mundo objetivo da forma. Não nos deixemos descoroçoar pelas sombras. A noite é pausa do dia, prenunciando a madrugada de luz. Se temos agora tropeços, logo mais teremos realizações. A fraternidade é o amor em ação, é o Cristo vivo em comunhão conosco". |