"O Jovem e o Movimento da Fraternidade" Nem parece, mas já foi mais de uma década... Naquela Semana Santa de 1990, quando os ônibus paravam na rodovia, um grupo de jovens espíritas se misturava às bagagens na carroceria de um caminhão para percorrerem 10 Km de estrada de chão, e participarem da I Comemofra. Regiões diferentes se encontravam, dando passos pioneiros rumo às conquistas de que hoje desfrutamos. No violão, os mineiros Nelinho e César davam o tom da alegria, a marcar dias e noites inesquecíveis. Mocifrater fica registrada como a expressão daquela união de almas, no trabalho, no estudo e na sintonia com a Espiritualidade maior - amigos desvelados guiando nossos passos. "Cidade mais linda, cidade de amor, cidade carinho, de paz e luz..." A melodia vibra no íntimo, o chamado do Alto se faz mais vivo que nunca: não é apenas um encontro, é mais. Algo maior começa a ser vislumbrado, uma nova leva de espíritos presentes à reunião citada por Scheilla, em sua linda mensagem de 40 anos atrás, começa a se reencontrar para o trabalho, e preciso se faz criar ferramentas para tanto. Os "trabalhadores da última hora" foram convocados e se apresentam na Seara, ansiando novos labores. "Avante obreiros de André Luiz, sempre avante neste ideal..." É a resposta que buscávamos, presente no repertório e no encontro que descortinava, aos nossos olhos, a "nova maneira de viver". É o desdobramento do Programa de Trabalho Permanente pela implementação da força jovem, do entusiasmo, da alegria e da dedicação de quem está começando a se integrar com a Doutrina Espírita. Pós, prévias, mais caravaneiros, ralamofra, CME, Representações regionais, reativação de mocidades, mais fraternistas, e-groups... Quantas conquistas já vieram e quantas ainda virão... E a cada passo dado, é gratificante olhar para trás e relembrar o comecinho de tudo - na carroceria de um caminhão, a caminho da Cidade da Fraternidade, participando da I Comemofra. Alexandre Lacerda (mar/2002) Em breve colocaremos todos os detalhes dessa comemofra. Se você tem material, ou recordações sobre esse encontro, envie para cme@mofra.org.br |