"Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho e o Movimento da Fraternidade" 

Fevereiro de 1991... Recuando um pouquinho no tempo, chegamos à primeira Comemofra feita no período do Carnaval (a anterior fora na Semana Santa). Após o entusiasmante efeito que a de 1990 provocara nos jovens corações presentes, era hora de aproveitar a energia e a disposição reinantes em prol da organização do Movimento, valorizando o intercâmbio e o fortalecimento das mocidades fraternistas. O trabalho aumentava, demandando novos tarefeiros; na segunda edição, mais Regiões Fraternas compareceram, graças ao esforço de muitos na divulgação e ao empenho de outros que superaram barreiras e distâncias para irem à Cifrater. Muitas Regiões tiveram aí escolhidos os seus primeiros Representantes Regionais, pessoas que se destacaram em termos de liderança e disposição para o trabalho, servindo de pontos de contato com a CME. Nessa época o encontro já abarca a pré-juventude, pondo em prática uma interessante fusão entre os valorosos preceitos do Escotismo e as técnicas e estudos da Doutrina Espírita, completando com uma dose de disciplina militar. E assim surgem os acampamentos perto da cachoeira, que posteriormente seriam montados em outros locais da Cidade. Certa feita, ao visitar o Nil, pude ver fotos desse trabalho, pertencentes ao Walmor - fotos que nos fazem viajar no tempo... O tema estudado abordava a missão do nosso Brasil como "Coração do Mundo" e "Pátria do Evangelho", esse último item aliás é o título da música-tema, dos autores João Lúcio e Sandro. Módulos de estudo, textos para culto, horário e apostila de músicas compunham a pasta branca distribuída, num sinal de crescente organização e atuação das comissões. Foram realizadas oficinas de arte (poesia, teatro, música), onde todos produziram belas obras sobre o tema do encontro. Outro momento marcante foi a visita à Cagaiteira, encerrada com uma prece, fora a chuva que quase nos pegou no caminho de volta. À noite, vislumbrávamos o lindo e estrelado céu do cerrado, durante as rodas de violão perto da porteira. Ali, sentíamos uma vibração especial, que juntava natureza e ambiente espiritualizante. Sabíamos que era mais que um encontro - tratava-se de um reencontro de almas que se afinizavam pelo trabalho na seara do Mestre. Sem dúvida, uma Comemofra inesquecível aconteceu naquele carnaval de 1991, gerando laços de amizade que atravessam o tempo, e principalmente imprimindo novas forças às juventudes fraternistas de nossa pátria, que se aproximavam mais e mais, sintonizando com os objetivos que os Amigos Espirituais haviam nos reservado. A semente lançada começava a dar frutos... Alexandre Lacerda (out/2002) Em breve colocaremos todos os detalhes dessa comemofra. Se você tem material, ou recordações sobre esse encontro, envie para cme@mofra.org.br |