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A existência da Coordenação de Infância à Juventude-CIJ hoje é possível devido a todo trabalho e histórico de lutas e conquistas da CME, ao longo de sua trajetória, desde seus primordios em 1988!
Vamos conhecer esse histórico, base do histórico da CIJ, que em 2005 se iniciou e logo será aqui atualizado...
Histórico da CME
Durante a XII Semana da Fraternidade, realizada em julho de 1988 em Belo Horizonte, surgiu a idéia da realização de um encontro nacional que reunisse os jovens do Movimento da Fraternidade. Esta idéia, que partiu dos presentes ao encontro, foi trabalhada pela Coordenação de Educação Espírita - CAE/EDU e teve como conseqüência a posterior implementação da Coordenação de Mocidades Espíritas - EDU/CME.
Em 1989 a Coordenação de Educação Espírita montou um encontro na Cidade da Fraternidade que tinha por objetivos o auxilio à Mocidade Rayto do Sol, do GFE "Irmã Veneranda" e congregar, neste encontro, um representante de mocidade de cada Região Fraterna (RF), contando para isto com a ajuda dos Coordenadores Regionais. Todavia, neste encontro somente estiveram presentes representantes da II e IV RF.
Nos meses posteriores deu-se início ao planejamento da I Confraternização das Mocidades Espíritas do Movimento da Fraternidade (COMEMOFRA), que ocorreu nos dias 13, 14 e 15 de abril de 1990, na CIFRATER. Seu tema foi "O Jovem e o Movimento da Fraternidade" e sua organização foi feita por jovens da IV RF, com exceção da comissão de alimentação que ficou sob responsabilidade da V RF. 43 jovens participaram desta primeira confraternização, vindos da II RF, III RF, IV RF e V RF.
Depois da I COMEMOFRA o movimento jovem fortaleceu-se um pouco mais. Iniciou-se uma campanha maior de divulgação junto aos Coordenadores Regionais numa tentativa de envolver maior número de jovens no trabalho. Um dos meios de divulgação foi a criação do Boletim Informativo COMEMOFRA, um informativo periódico da CME enviado a todas as mocidades do MOFRA.
Na II COMEMOFRA, que ocorreu no período de carnaval de 1991, obteve-se uma maior participação das Regiões, com a presença de cerca de 70 jovens de seis RF. O tema do encontro foi "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho e o Movimento da Fraternidade". Conseguiu-se também uma maior descentralização na organização deste encontro: a II RF ficou responsável pelas comissões de estudo e secretaria, a III RF pela comissão de alimentação, a IV RF pelas comissões de apoio médico-espiritual e integrarte e a V RF pela comissão de limpeza.
Ao final desta confraternização realizou-se uma plenária com os participantes. Nesta foi apresentada a estrutura que estava sendo montada pela CME, que consistia numa estrutura regional de apoio, com a implementação da figura do Representante Regional de Mocidades (RRM). Este é uma extensão da CME na Região Fraterna, com o objetivo de trabalhar também ao lado do Coordenador Regional. Desta forma a I, II, III, IV, V e VI RF saíram do encontro com o seu RRM. A partir daí ficou muito mais fácil e dinâmico o trabalho dentro das Regiões. Cada Representante de Regional montou uma equipe e elaborou propostas de trabalho, dentre as quais estavam a realização de encontros regionais de mocidade, a Prévia da COMEMOFRA, visitas às mocidades da Região, etc.
Segundo o planejamento de cada região foram então realizados no ano de 1991 vários encontros regionais de mocidade, promovidos pela equipe de trabalho montada pelo Representante Regional: um na I RF, um na II RF, dois na III RF, um na IV RF e um na V RF. Realizou-se também um encontro de mocidades na VII RF promovido pela CME. No segundo semestre deste ano todas as Regiões realizaram a Prévia da III COMEMOFRA, utilizando o material elaborado pelas comissões de estudo e integrarte. Na VIII RF, que não havia participado até então, a prévia foi aplicada pela CME.
Neste ano teve início também o RALAMOFRA, uma proposta de trabalho na CIFRATER, organizada pela CME, com o objetivo de levar jovens à Cidade para ajudá-la com sua força de trabalho.
Além dos encontros regionais de mocidade, da Prévia e do RALAMOFRA ocorreu também um aumento da participação dos jovens nas atividades do Movimento em geral, o que significou uma maior aproximação, integração e sintonia destes com a obra.
A III COMEMOFRA realizou-se no carnaval de 1992. O tema do encontro foi "Evangelho, Árvore da Vida", baseado na mensagem "Carta aos Fraternistas", transmitida em 1988 pelo espírito Scheilla. A estrutura montada com os RRM, trabalhando em consonância com a coordenação geral do evento, mesmo com as dificuldades de início, apresentou seus resultados logo no primeiro ano. Participaram do encontro cerca de 90 jovens, com representantes de todas as Regiões do Movimento da Fraternidade. Participaram da organização do encontro a I, II, III, IV e V Regiões, havendo uma maior divisão dos trabalhos e aproximação das mesmas. Na plenária deste encontro foi lançada a idéia da realização da Pós-COMEMOFRA, encontro regional com o objetivo de transmitir o estudo da COMEMOFRA aos participantes das Regiões e fortalecer a união entre os mesmos.
Desde 1992, portanto, há três encontros anuais destinados aos jovens, com finalidades e períodos específicos. A COMEMOFRA realizada no carnaval e na CIFRATER. Ela tem como objetivos: integrar os participantes, por meio do estudo, à realidade política, social, filosófica e espiritual do Movimento da Fraternidade, estudar temas de interesse geral e criar um espaço de união dos jovens das Regiões, com a discussão de propostas de trabalho. Os outros dois encontros são a PRÉVIA, que antecede a COMEMOFRA e tem também como intuito o preparo dos participantes e organizadores e a PÓS-COMEMOFRA, assumindo estes encontros grande importância pela possibilidade de reunir todas as mocidades da Região.
A IV COMEMOFRA, em 1993, teve como tema "Paulo de Tarso e o Movimento da Fraternidade". Neste ano, já contando com um maior amadurecimento de sua estrutura e maior número de trabalhadores, foi realizado em setembro o I Festival de Músicas e Oficinas do Movimento da Fraternidade, na Casa Espírita André Luiz em Belo Horizonte. Este encontro teve dois objetivos principais, a integração artística através de um festival de músicas espíritas compostas pelos participantes e, paralelamente, o oferecimento de oficinas específicas, que atendessem às diversas áreas de um Grupo de Fraternidade. Tivemos então oficinas de Oratória, Harmonia, Coordenação de Mocidades, Evangelização Infantil com enfoque sobre meninos de rua, Teatro, Técnicas de Integração e por fim de Estudos. Foram inscritas mais de 20 músicas e participaram ao todo perto de 200 pessoas destes primeiro encontro.
Em 1994 a V Confraternização teve como tema "O Jovem Espírita, Cidadão do Mundo", quando refletimos sobre o papel social da Doutrina Espírita.
Já reunindo cinco anos de experiência a VI COMEMOFRA, ocorrida em 1995, foi reformulada. Buscando intensificar a participação dos confraternistas e das Regiões, seu estudo, anteriormente preparado por uma comissão específica, passou a ser responsabilidade conjunta da comissão de estudos do encontro e das Regiões Fraternas. Desta forma foi lançada a pergunta "O que é uma Comunidade Cristã?", cuja resposta foi encontrada por meio da colaboração de cada jovem e Região presentes. Finalizando o encontro foi redigido um texto definindo a Comunidade Cristã em seus aspectos econômicos, educacionais, de assistência social, culturais, de saúde e de trabalho (disponível na biblioteca da página do Mofra). É a definição dos jovens de um dos pilares filosóficos do Movimento da Fraternidade e da Cidade da Fraternidade, onde, segundo Scheilla, nos propomos a uma nova maneira de viver e a buscar o exemplo social nos moldes das primeiras comunidades cristãs.
Ainda neste ano, face a eleição da nova Coordenação da OSCAL, foi realizada uma eleição interna para escolher os novos membros da CME. Buscando subsídio em técnicas de administração como Qualidade Total a equipe, somando o Órgão Central e as Equipes Regionais, traçou um plano de trabalho para o triênio 1995 - 1997.
No ano de 2002 a COMEMOFRA completou sua décima terceira edição, conseguindo envolver a participação de quase todas as Regiões.
Fixando seus objetivos no apoio à criação e ao aperfeiçoamento contínuo das mocidades, na criação de oportunidades de trabalho para os jovens do Movimento da Fraternidade para que estes se integrem a sua proposta espiritual, e na execução, no âmbito do jovem, dos objetivos da Coordenação de Ação Espírita da OSCAL, continua a CME em seu esforço de organização. As Mocidades Espíritas de cada agrupamento são a base de sua existência e o fim a que se destina. A Mocidade é o início do trabalho consciente do espírito encarnado engajando em um Grupo de Fraternidade. Este último é a célula do Movimento da Fraternidade, de onde irradia-se sua ação por meio do cumprimento do Programa de Trabalho Permanente e da transformação espiritual de cada um de nós.
A estrutura implementada, contando com a realização das COMEMOFRA's, Prévias, Pós-COMEMOFRA's, Festivais de Música e Oficina e outras ações que se fizerem necessárias, servem apenas para transmitir a você, participante do Movimento da Fraternidade, o incentivo, a informação e a oportunidade para que possa melhor cumprir sua parte neste Movimento, que serve somente à evolução espiritual de cada um de nós. |