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OSCAL
Organização Social Cristã-Espírita André Luiz
Cidade da Fraternidade
Brasilia, 25 de março de 2009
"Mas o justo viverá pela fé" – Paulo
Lição 23, Caminho, Verdade e Vida
Caros companheiros
Nossos momentos de reflexão e reajuste estão cada vez mais freqüentes, e graças ao apoio incondicional dos nossos amigos espirituais vencemos a cada etapa, sempre mais fortalecidos apesar de, às vezes, surpresos.
Como todos sabem, tivemos as terras, que julgávamos nossas, ocupadas por integrantes do MST e organizados pelo INCRA num assentamento denominado Silvio Rodrigues, que envolve inclusive várias outras naquela região. Com isso, temos também em andamento a doação para a OSCAL das terras onde está o núcleo da Cidade da Fraternidade setor IV, em Alto Paraiso, pelo mesmo órgão que organiza esse assentamento, possibilitando a manutenção de nossas atividades.
Temos tido dificuldades com alguns atuais moradores da região, como motos em velocidade acima do desejável, mesmo com os redutores e placas lá instalados, cavalos correndo pela rua principal, colocando em risco as crianças e idosos da comunidade, e pessoas além de estranhas com posturas indesejáveis indo e vindo, preocupando os moradores. Para evitar alguns problemas e evitar transtornos, indicando que o local é particular, de uma obra social e que é preciso que seja respeitado, colocamos na porteira principal cadeado, evitando, não a entrada de pessoas, mas de veículos e animais, sem autorização.
Antes mesmo dessa medida, já havíamos deparado com novas porteiras em vários acessos antes livres (o direito de ir e vir em estradas vicinais é garantido por lei), inclusive ao que leva à cagaiteira, como forma de impedir a que houvesse trânsito nas terras a partir dela. Por algumas vezes, ao irmos até lá para fazermos as costumeiras vibrações, reuniões e preces, como tantas vezes os espíritos nos orientaram, tivemos de abrir a nova porteira, que também nos colocava em situação constrangedora. É bom lembrar que fizemos cerca de fios lisos, e portão, para proteger a árvore do gado que sempre por lá estava, e que foram cortados numa clara demonstração de que aquele que recebeu esse lote desejava integrá-lo ao restante. Esperávamos que a "nossa cagaiteira" ficasse nas terras que o INCRA definiria para o Fernando Ambrósio, antigo morador vizinho da árvore, e com isso teríamos a liberdade de garantir nosso acesso. Infelizmente isso não ocorreu e a cagiteira ficou fora de nosso domínio.
Fizemos contato com a família que recebeu aquele pedaço de terra solicitando autorização por escrito para que pudéssemos continuar a freqüentar o local. Alguns disseram que não viam problema, mas outros herdeiros não concordaram, e nos rendemos às evidencias: precisamos respeitar a delimitação de solo feita pelo INCRA, assim como limitamos o nosso espaço. Não desejamos invadir, assim como não desejamos ser invadidos.
Consultamos a espiritualidade através da reunião de orientação do GFE Irmão Vitor, preocupados com o sabido hospital que existe na região da cagaiteira, e obtivemos a resposta que anexamos.
Não há o que temer, mas há o que ser respeitado. Nossos trabalhos continuarão, com as mesmas oportunidades, e a mesma proteção, mas precisaremos aprender a respeitar aquele espaço como de um cidadão não espírita, nosso irmão e vizinho, com direitos a privacidade.
Rogamos então a todos que transitam e visitam a Cidade da Fraternidade – setor IV que não mais incluam em seus roteiros as preces na cagaieteira.
Acreditamos que com isso estamos merecendo a confiança de nossos companheiros espirituais que sabem do nosso desejo de acertar, sem interromper atividades que julgam importantes.
Que Jesus possa nos amparar a todos nos ajustes necessários, possibilitando que tenhamos a oportunidade do trabalho dignificante com a postura de um verdadeiro cristão, com apegos que só digam respeito ao Evangelho e seu roteiro enobrecedor.
Paz a todos
Vani B. Q. Bizzotto
Coordenadora Geral da OSCAL |