Atendendo solicitação do nosso companheiro de ideal SINOMAR, foi realizado nos dias 11 e 12/10, o primeiro encontro sobre atividades empresariais. O encontro foi realizado pelo fraternista Rômulo Sousa, Coordenador Geral do GFEIM/DF, atual Coordenador da V RF. (O referido companheiro é formado em Administração de Empresas, Especialista em Consultoria Industrial de pequenas e médias indústrias e Mestre em Economia de Empresas na área de aglomeração regional, além de professor Universitário há 21 anos nas disciplinas: Administração da Produção, Administração de Materiais e Logística, Consultoria Organizacional, Custos e Projetos Industriais). Objetivo – Transmitir e debater com os glebistas os princípios básicos de negócios na área empresarial, notadamente do agro-negócio, bem como alternativas para tornar lucrativos pequenos negócios locais/regionais. Programa desenvolvido no primeiro encontro: Dinâmica de integração do grupo; A economia mundial e o capitalismo – tendências mundiais e locais; Visão futura voltada para o mercado interno, local e regional; Globalização – o que é e o que afeta na economia local; O problema do emprego e desemprego – futuro: profissionalismo, não há mais espaço para amadores e franco-atiradores; O que se precisa para iniciar um negócio? Noções de custos: fixos e variáveis. Como esse entendimento pode facilitar a definição das estratégias de preços na pequena empresa – Custeio Direto; O comportamento individualista; A competitividade segundo M. Porter e os rumos percebidos; Visão sistêmica – como a abordagem sistêmica pode auxiliar ns decisões estratégicas das empresas; Comportamento sistêmico/holista – sistemas de aglomeração e formação de parcerias em um sistema GANHA-GANHA; Administração estratégica; Liderança em custos (Porter) – como pode ser obtida no pequeno negócio. Exemplos: complexo de piscicultura, como viabilizar? Como melhorar os resultados d produção de açúcar mascavo? Outros projetos ventilados: eco-turismo e produção local de essências de plantas; Em visita à área de produção de açúcar mascavo constatou-se um sério problema na pesagem dos pacotes de açúcar, com um excedente de 100 a 150 gramas. Causa: a balança mecânica utilizada está com problemas, além da falta de precisão. Com isso, o nosso companheiro produtor de açúcar deve estar perdendo no mínimo 10% de faturamento líquido por falta de uma balança de maior precisão (tipo eletrônica com capacidade de 15 kg). Segundo ele, não tem dinheiro para adquiri-la. As necessidades da integração das pessoas e da quebra do individualismo, antes de se iniciar atividades de aglomeração.
O encontro contou com a participação de 15 pessoas, inclusive do Sr. Washington (proprietário de fazenda nos fundos da CIFRATER). Avaliação – do ponto de vista do instrutor, esta primeira fase atingiu os objetivos propostos inicialmente, acreditando que foi mais que suficiente para despertar o interesse dos presentes sobre uma abordagem mais profissional das atividades empresariais ali desenvolvidas. PRÓXIMAS FASES a serem realizadas mensalmente: 1. Atividades de integração, objetivando a aproximação das pessoas com a redução do grau de individualismo e preparação das mesmas para a realização de atividades em regime de parceria; 2. Continuação do programa de Atividades Empresariais, como torná-las viáveis na atual conjuntura. 3. Iniciar a formação de aglomerados nos diversos negócios desenvolvidos pelo CONCIFRATER. Entendemos que sem a devida preparação das pessoas para a realização de atividades em parceria – exercício da fraternidade no local – dificilmente poderemos desenvolver e viabilizar o programa de glebas na CIFRATER, posto que, cada um dos companheiros ali instalados precisa ter um rendimento que garanta a sua sobrevivência com dignidade, para assim podermos viabilizar a CIFRATER e o retorno das crianças, nosso objetivo final. Para isso, temos a absoluta convicção de contarmos como amparo do Mestre e dos benfeitores do MOFRA. Finalmente, considerando que a CIFRATER está localizada na V RF, esperamos poder constituir um grupo de fraternistas – aquela turma que veste a camisa – para darmos um apoio mais direto aos nossos companheiros residentes na cidade, em razão, principalmente, da proximidade e facilidade de lá chegarmos com custos menores. Para isso, precisamos do apoio de todos os demais companheiros do MOFRA que desejarem somar nesse esforço. O princípio básico será uma atuação através da definição e implantação de projetos específicos para serem desenvolvidos ali, COM os residentes na CIFRATER e participação de todos, saindo da posição de PARA, uma vez que a obra é conjunta e de todos nós, sozinhos os residentes terão dificuldades e poderão sentir-se "abandonados". CONCLUSÕES a) O encontro foi muito oportuno com os participantes necessitando deste tipo de abordagem, levando em conta ainda a solicitação do grupo para que estas atividades continuem; b) Ficou evidenciado um certo individualismo nos presentes, sempre preocupante; c) As pessoas estão abertas e receptivas a este tipo de trabalho; d) Se não desarmarmos as pessoas quanto a atitudes individualistas, não se conseguirá o nível necessário de integração das pessoas para a construção da comunidade fraterna apontada pelos nossos Benfeitores; e) Há necessidade da formação de uma equipe na V RF que possa dar suporte à CIFRATER em diversas vertentes ou atividades como: apoio pedagógico ao Educandário; produção e comercialização agrícola; produção e comercialização de artesanato; Desenvolvimento de projetos viáveis para a Cidade, além de outros como: água, tratamento de esgotos, energia elétrica, etc, cujo suporte externo será de grande ajuda; f) O número de participantes (15) para o primeiro encontro foi considerado bom, posto que este tipo de trabalho não tem sido desenvolvido e as pessoas estão muito apegadas ao seu individualismo. Na medida que as notícias avançarem, o número tende a aumentar para os próximos encontros. Por outro lado, a atividade coincidiu com o Festival de Talentos realizado em Brasília, nas instalações do GFE Irmão Estevão, que contou com a participação de pessoas da CIFRATER, que acreditamos contribuiu para uma redução nos participantes; g) Finalmente, que a V RF sozinha terá dificuldades para dar o apoio necessário à Cidade, necessitando da participação de todos os demais companheiros do MOFRA, além do suporte essencial a OSCAL. | |